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Com quase 35%, a região Sudeste lidera os participantes ativos, seguida pelo Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
Recente levantamento feito pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, realizado a partir de dados fornecidos pelas administradoras associadas à entidade que atuam no setor de máquinas e implementos agrícolas e inseridos no setor de veículos pesados, registrou crescimento no total de consorciados ativos no último ano.
A avaliação desse avanço apresentou aumento de 16% no número de participantes ativos, comparando o resultado de março deste ano e o de 2016. Enquanto há um ano eram 81 mil consorciados, em 2017 atingiu 94 mil. Essa expansão, apesar da crise político-econômica instalada no país, mostrou que a modalidade é importante na composição do mix das atividades e na obtenção de bons resultados no agronegócio. Nos últimos 30 meses, de agosto de 2014 a março de 2017, a alta foi de 49,4%.
Composto por 63% de pessoas físicas e 37% de pessoas jurídicas, o volume geral de consorciados está dividido regionalmente em 34,6% no Sudeste, 27,8% no Sul, 24,3% no Centro-Oeste, 10% no Nordeste e 3,4% no Norte.
RETROSPECTIVA POSITIVA NOS ÚLTIMOS DOZE MESES
Com crédito médio de R$ 189,6 mil, apurado em março, constatou-se que os valores praticados estão entre R$ 11,2 mil a R$ 668,4 mil, comprovando que o consórcio é usado nos mais variados itens agrícolas, especialmente para os que planejam e que pretendem adquirir equipamentos móveis e fixos de forma econômica, com mais tecnologia embarcada e que proporcionem melhores resultados.
Observou-se também que parcela significativa dos contemplados adquiriu tratores de rodas e esteira (38%), seguidos dos implementos agrícolas/rodoviários (32%). Na sequência, vieram as colheitadeiras (18%) e os cultivadores motorizados (12%).
Com grupos variando de 100 a 120 meses, com média de 118, a taxa média mensal de administração praticada no período foi de 0,122%.
Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “os bons resultados da modalidade no agronegócio apontaram que produtores e empresários do setor continuaram planejando, via consórcio, a aquisição de máquinas e implementos agrícolas. Por isso, apesar do momento desfavorável da economia, em contraponto com as boas notícias na agricultura – com a safra recorde de grãos – e, momentaneamente inverso na pecuária, tem sido fundamental que a modalidade continue contribuindo para alavancagem dos negócios desse importante segmento da economia. E a razão é simples: suas características principais como custos baixos, prazos longos e diversidade nas formas de pagamento”.
PRAZOS VARIADOS DE PAGAMENTO SÃO DIFERENCIAIS
Em virtude dos diversos tipos de plantios como soja (55%), cana (14%), milho (11%), arroz (6%), florestal (1%) e outros (5%), e suas variações de épocas de semeadura e colheita, bem como na pecuária (8%), fizeram com que tanto a mono como a policultura no agronegócio se constituíssem em boas oportunidades para que os consórcios tivessem presença ainda maior entre aqueles que desejam crescer e desenvolver cultivos rotativos.
As formas de pagamento de suas parcelas continuaram sendo diferenciais positivos:
1 – Pagamentos normais;
2 – Pagamentos por safra – pagamentos anuais;
3 – Pagamentos por safra – adiantamentos – pagamento trimestral ou semestral;
4 – Meia parcela (reforço trimestral ou semestral).
Em fevereiro último, havia 282 mil consorciados ativos no setor de veículos pesados, sendo que 33,3% tinham como objetivo a aquisição de bens vinculados ao agronegócio. A estratégia de planejamento a médio e longo prazos, prática básica do setor, levou o produtor rural e as empresas do segmento a priorizarem tecnologia embarcada com mecanismos de autofinanciamento como o consórcio. O objetivo continua sendo reduzir custos finais capazes de agregar lucratividade e de obter resultados competitivos ao participar dos mercados externo ou interno.
RESUMO DO SETOR DE VEÍCULOS PESADOS
(CAMINHÕES, ÔNIBUS, SEMIRREBOQUES, TRATORES, IMPLEMENTOS)
ADESÕES E CRÉDITOS COMERCIALIZADOS EM ALTA
No consórcio de veículos pesados, as vendas de novas cotas no primeiro bimestre deste ano apontaram crescimento de 16,8%, superior aos mesmos meses de 2016.
Nos correspondentes créditos comercializados houve alta de 13,5%.
Verificou-se estabilidade no total de participantes ativos quando comparados os primeiros bimestres de cada ano.
Os outros três indicadores – tíquete médio, contemplações e créditos concedidos – mostraram retrações.
• PARTICIPANTES ATIVOS CONSOLIDADOS (CONSORCIADOS)
– 282 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2017)
– 281 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2016)
ESTÁVEL
• VENDAS DE NOVAS COTAS (NOVOS CONSORCIADOS)
– 5,90 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2017)
– 5,05 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2016)
CRESCIMENTO: 16,8%
• VOLUME DE CRÉDITOS COMERCIALIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
– R$ 850,61 MILHÕES (JANEIRO-FEVEREIRO/2017)
– R$ 749,12 MILHÕES (JANEIRO-FEVEREIRO/2016)
CRESCIMENTO: 13,5%
• TÍQUETE MÉDIO (VALOR MÉDIO DA COTA NO MÊS)
– R$ 147,4 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2017)
– R$ 148,9 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2016)
RETRAÇÃO: 1%
• CONTEMPLAÇÕES (CONSORCIADOS QUE TIVERAM A OPORTUNIDADE DE COMPRAR BENS)
– 5,0 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2017)
– 5,3 MIL (JANEIRO-FEVEREIRO/2016)
RETRAÇÃO: 5,7%
• VOLUME DE CRÉDITOS DISPONIBILIZADOS (ACUMULADO NO PERÍODO)
– R$ 706,22 MILHÕES (JANEIRO-FEVEREIRO/2017)
– R$ 742,49 MILHÕES (JANEIRO-FEVEREIRO/2016)
RETRAÇÃO: 4,9%
Fonte: ABAC


